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sábado, 21 de julho de 2018

Receitas Saudáveis e Sustentáveis Ajudando no Controle do Desperdício de Alimentos




Uma das estratégias para o controle do desperdício de alimentos  no Brasil é a inserção de receitas sustentáveis nos cardápios dos brasileiros. Essa difusão de idéias práticas e sustentáveis na cozinha já está caindo no gosto da população, sendo replicadas, principalmente, através de projetos socioambientais. 

Segundo o Instituto Akatu, em 2016, o Brasil estava entre os 10 países com maior desperdício de alimentos no mundo, cerca de 41 mil toneladas anualmente. De acordo com dados da FAO Brasil – Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, que trabalha no combate à fome e à pobreza por meio da melhoria da segurança alimentar e do desenvolvimento agrícola, 28% dos alimentos se perdem no processo de produção agrícola e mais 28% são jogados no lixo após chegarem às casas dos consumidores. A FAO acredita que “o desperdício de comida se tornou um hábito perigoso”. No dia a dia, isso acontece “quando se compra mais do que é preciso no supermercado, se deixa frutas e vegetais apodrecer em casa, ou quando se pede mais do que se consegue comer num restaurante.”

Com o propósito de mostrar a importância do aproveitamento completo de alimentos, através de receitas saudáveis e sustentáveis, alguns projetos socioambientais estão estimulando o brasileiro a aderir a este tipo de consumo alimentar, ensinando que parte de alguns alimentos que eram descartados como “lixo” pode ser aproveitado em sua totalidade, como, por exemplo, talos e cascas, que seriam considerados sobras. Com a nova culinária, o brasileiro descobre alternativas para melhorar a qualidade e quantidade de nutrientes a serem ingeridos,  experimentando sabores que não conheciam.

No mundo, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de comida são descartadas por ano, enquanto quase 800 milhões de pessoas passam fome.  No Brasil, dados da Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, mostram que a cada ano, 26,3 milhões de toneladas de comida são jogadas fora, volume suficiente para distribuir 131,5 kg para cada brasileiro ou 3,76 kg para cada habitante do planeta. Toda essa comida alimentaria facilmente os 13 milhões de brasileiros que ainda passam fome, nas contas da FAO - Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura.  O desperdício de comida, segundo a FAO, é o terceiro maior responsável pela emissão de gás metano, que, comparado ao gás carbônico, é 21 vezes mais potente para formar efeito estufa. Mesmo com todos esses dados, ainda estamos muito longe dessa consciência. 

A Embrapa -  afirma que "a produção e o consumo sustentáveis de alimento não são apenas uma moda passageira, mas duas áreas que demandam a aplicação do conhecimento científico para ampliar a oferta de alimentos com menor impacto ambiental. Em um mundo que enfrenta mudanças climáticas e escassez de recursos naturais, e ainda convive com o flagelo da insegurança alimentar, a redução das perdas e do desperdício de alimento deve ser uma prioridade global".

Dentre os 17 objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pelas Nações Unidas em 2015, destaca-se "Reduzir pela metade, até 2030, o desperdício de alimentos per capita mundial, nos níveis de varejo e do consumidor, e reduzir as perdas de alimentos nas outras etapas da cadeia agroalimentar".

O SESC em seu programa Mesa Brasil, atuando em diversos estados, promove a redução do desperdício de alimentos e a erradicação da fome e da insegurança alimentar. O programa consiste em receber de supermercados, padarias, restaurantes, feiras, indústrias e outros; frutas, verduras, legumes e demais alimentos não utilizados ou vendidos. São produtos in natura ou industrializados que não têm valor comercial, mas que podem complementar a refeição de muitas pessoas. As doações recebidas são repassadas às instituições sem fins lucrativos cadastradas, que têm como finalidade promover a saúde, a educação e o bem-estar de pessoas em vulnerabilidade social.

Para entrar nessa onda, acesse no link abaixo o livro SABOR SEM DESPERDÍCIOS - Receitas com aproveitamento integral de alimentos, disponibilizado pelo programa Mesa Brasil São Paulo. 




Mais Receitas Sustentáveis pra Você Praticar:



    Patê de Beterraba
            










Ingredientes:
Talos de beterraba a gosto
1 colher de sopa de óleo
½ cebola
1 dente de alho
1 porção de ricota
Modo de Preparo:
Pique os talos de beterraba e refogue-os em uma panela com o óleo, cebola e alho.
Misture a ricota até chegar ao ponto de purê. Deixe esfriar e sirva com torradas.

Suco de Casca de Manga






Ingredientes:

Casca de 3 mangas maduras e grandes
1 litro de água


Modo de preparo:
Bata as cascas no liquidificador com apenas 500 ml de água até triturar bem – assim se obtém uma grande quantidade de nutrientes. Coe, ponha o restante da água na jarra, adoce a gosto e mexa com uma colher.

Receitas retiradas do site:

quinta-feira, 10 de maio de 2018

Motivação econômica faz crescer reciclagem em decoração de ambientes




Quem diria que a reciclagem, uma grande aliada da redução de resíduos descartados na natureza, teria papel de destaque na decoração de ambientes? 

A reciclagem industrial, requisitada como estratégia para a gestão de resíduos sólidos em seu destino final é uma atividade econômica bastante rentável, mas satisfaz exclusivamente às demandas econômicas do setor e de sua cadeia produtiva. A sua abrangência não é tão replicadora quanto a conscientização ambiental da população, que causa impacto positivo na redução e reutilização de resíduos que seriam descartados de forma inadequada.

Como dizia o célebre cientista francês Antoine Lavoisier: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Certeza disso é o grande crescimento da reutilização de diferentes objetos na composição de ambientes, dando formato inovador ao design de outrora.

A decoração permite compor os mais variados ambientes de forma aprazível e pessoal, focando na estética e num conjunto de elementos que os deixem de forma harmônica em um determinado ambiente. Isso não significa, necessariamente, gastar muito dinheiro com objetos e mobílias novos. A nova pegada é transformar o velho em novo, dar uma nova cara àquilo que já chegou ao fim de seu ciclo de vida útil, mas que ainda está estruturalmente bom, ou seja, que possa ser reutilizado. 

Talvez seja a população afastada das grandes causas ambientais a que mais se utiliza da reciclagem para planejar e mudar visualmente um ambiente. Pegar um objeto usado, que não é mais necessário ou desejado, e dar-lhe nova vida como algo útil e criativo é o que tem feito a diferença na ornamentação e nas finanças da população que se utiliza desse novo recurso. Muitos afirmam que "a grana tá curta" e a necessidade de modificar o ambiente faz transformar pallet em sofá, isopor em placa de gesso, porta em aparador, tigela em luminária, janela antiga em quadro, garrafa em objeto de ornamentação, além de uma infinidade de outros elementos que podem estar esquecidos em algum depósito da casa ou descartados inadequadamente nas esquinas das ruas. 

Transformar objetos "velhos" em novos itens de composição e reaproveitar outros com uma nova funcionalidade é o que os participantes do grupo Decora e Reforma do Facebook compartilham entre si. Superando a marca de 545 mil integrantes, os próprios participantes são os decoradores e formadores de opinião do grupo, não que tenham adquirido conhecimento acadêmico, mas que, na prática, vislumbraram uma nova tendência que se coaduna com os seus interesses financeiros e a praticidade de se obter conforto através de objetos exclusivos, reciclados pelo próprio dono. Alguns integrantes comentam em suas postagens que agora têm um olhar diferente para os móveis e objetos jogados no "lixo" no entorno de suas moradias, e que já conseguem vê-los como uma belíssima peça decorativa após a sua transformação. A nova febre tem aumentado a reciclagem, principalmente, de móveis usados.

Na formação do grupo Decora e Reforma há membros residentes não só no Brasil mas também em Portugal, Turquia, Israel, Angola, Estados Unidos e outros países. É a globalização aproximando pessoas com os mesmos interesses, que compartilham idéias e conhecimentos sobre técnicas de reciclagem de objetos. Isso demonstra que todos são replicadores de idéias e que podem somar esforços para ajudar no enfrentamento das questões ambientais. 

O destino final do lixo é um dos agravantes da degradação ambiental. Estima-se que no Brasil são produzidos, diariamente, cerca de 250 mil toneladas de "lixo", que são resultantes da atividade doméstica e comercial dos centros urbanos.

Transformar o usado em novo, difundindo uma cultura de reciclagem que replica de forma veloz e surpreendente, traz esperança para minimizar a geração de resíduos sólidos no Brasil e no mundo. Vamos decorar?


O antes e o depois do móvel "velho"

Luminária feita com tigela


Cama transformada em banco
Porta reaproveitada como porta retrato











domingo, 18 de fevereiro de 2018

Acordo setorial de logística reversa põe em prática reciclagem de lâmpadas.

           

                                                                                                                                         
Distribuidores, comerciantes, fabricantes e importadores de lâmpadas que formaram uma associação sem fins lucrativos para promover a reciclagem de lâmpadas fluorescentes compactas e tubulares com mercúrio, sódio ou mistas, já apresentam resultado positivo na coleta de resíduos.

Atendendo a acordo firmado com o Ministério do Meio Ambiente em 2014, foi dado mais um passo edificante para a ratificação de compromisso da classe empresarial com a Política Nacional de Resíduos Sólidos no Brasil. A importância da construção bilateral de valores e práticas ambientais sustentáveis reúne na mesma cadeia produtiva a sociedade e empresários, que através da logística reversa, viabilizam a coleta e a restituição de lâmpadas ao final de seu uso para destinação ambientalmente adequada.

Esse movimento empresarial estruturado abre um leque de oportunidades para que outras cadeias produtivas possam também firmar parcerias com fabricantes do mesmo setor e, juntos, dar destinação correta aos resíduos de seus produtos, sem que cada fabricante tenha que arcar isoladamente com os custos da logística reversa.

Em 2017 a Reciclus, associação criada por empresários, recolheu cerca de 198.592 lâmpadas, sendo 129.085 lâmpadas compactas e 69.508 tubulares. São 336 pontos de coleta em todo o país, o que resultou em 29 toneladas de lâmpadas usadas recolhidas, que agora terão destinação correta, evitando que a população descarte em ambientes inapropriados, pois algumas, como as fluorescentes, possuem mercúrio e podem contaminar solo e água.

As lâmpadas coletadas podem ser recicladas para produção de diversos produtos, como vidros de uso não alimentar e cimento. O processo de reciclagem consiste na separação dos componentes e substâncias para que estes sejam reutilizados.


"Estamos cientes de que podemos aprimorar os acordos setoriais, melhorando a fiscalização e envolvendo grandes geradores de resíduos. Para isso, temos a previsão de relatórios de monitoramento anuais e revisão dos acordos setoriais no prazo máximo de cinco anos", afirma Sabrina Andrade ( Coordenadora-geral de Resíduos do Ministério do Meio Ambiente)


Veja no vídeo a seguir como funciona a reciclagem de lâmpadas e a importância da destinação adequada de seus resíduos.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

CATADORES TRANSFORMAM "LIXO" EM INSTRUMENTOS MUSICAIS





Catadores transformam "lixo" em instrumentos musicais e formam uma espetacular orquestra. Vejam violoncelo feito de lata de óleo! O desperdício de uns acende a criatividade de outros e renova as esperanças dos que estão à margem da sociedade. Enfim, a música como instrumento de transformação e a Reciclagem cumprindo o seu papel junto ao Meio Ambiente.

sábado, 13 de dezembro de 2014

RECICLAGEM


Reciclar significa transformar objetos usados em novos produtos para o consumo. No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera renda, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico.

A reciclagem ajuda a diminuir a poluição da água, do ar e do solo, economiza até 95% de energia elétrica necessária para o processo produtivo, possibilita a demora do material utilizado ir para os aterros sanitários e é também um grande potencial de reaproveitamento de objetos que são transformados em produtos artesanais.

TEMPO DE DECOMPOSIÇÃO DOS MATERIAIS
Alumínio
200 a 500 anos
Embalagens Tetra Pack
Até 100 anos (alumínio)
Isopor
Indeterminado
Garrafas PET
Mais de 100 anos
Filtros de Cigarros
5 anos
Papel e Papelão
Cerca de 6 meses
Plástico (embalagens e equipamentos)
Até 450 anos
Sacos e Sacolas Plásticas
Mais de 100 anos
Vidros
Indeterminado

QUEIMADAS NÃO PARAM

Pensar que as queimadas acabaram é mera suposição porque, ainda que minimizadas, as queimadas não cessaram em diversos estados do Brasil.  N...